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Pedaço de Madeira
DE Carlos Magno

Há um pedaço de madeira,
que eu considero parte do meu corpo.
Sem ele eu me sinto assim feito uma árvore sem folhas,
ou um pássaro sem asas.
Às vezes, quando estamos em alguma reunião festiva,
ele senta-se no meu colo, encosta-se no meu peito,
pega minha mão coloca no seu braço,
aí faz ventar poemas e um punhado de canções bonitas.
Porque ele é madeira de lei mesmo.
Vez por outra põe sorrisos na boca de quem chora,
ou despeja lágrimas num rosto que sorri.
Na alegria ou na tristeza ele é pau pra toda obra.
gosta demais de se comunicar
e não tem preconceito de espécie alguma.
Já desfilou em várias escolas de samba,
freqüenta as biroscas de quase todas as favelas do país.
Conhece uma infinidade de botecos.
É bem recebido também em lugares sofisticados.
Tem um milhão de estórias pra contar.
É obediente, educado, ta sempre afinado comigo.
É incapaz de ofender a quem quer que seja.
Pelo contrário, tem um astral que agrada a gregos e troianos
Onde a gente chega, ele é o esquindim da festa.
Em suma, é um pau que nasceu certo.
É apaixonado pela natureza, vidrado em arte e adora o espaço.
É capaz de ficar horas e horas se deixando enluarar até o amanhecer e quando se apaga a última estrela, ele cumprimenta o sol, o sol que pinta de bronze a pele das mulheres.
Aí o sono me pega, me enche de sonhos e quando me solta, vou viver de sonhos outra vez com esse pedaço de madeira que eu
considero parte do meu corpo, que é a minha viola.

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Às 21:27 em 18 setembro 2008, Rita costa disse...
Oi, Carlos!
Será um prazer fazer parte desse grupo.
Obrigada pelo convite, Poeta.
Um abraço!
Às 0:35 em 17 setembro 2008, Angeles Charlyne disse...
Gracias Carlos, ahora he entendido perfectamente tu comentario y te agradezco mucho.
Es una pena que yo comprenda sólo algo de tu idioma, no poder leer plenamente, con exactitud cada texto, como se debería.
Besos
Às 23:43 em 16 setembro 2008, Angeles Charlyne disse...
Felicitaciones Carlos, aunque no comprendo en su totalidad tu poema, tú sabés español?
Besos
Às 23:40 em 16 setembro 2008, Angeles Charlyne disse...
Entre dos inmensidades

Después de tanto dolor
hay que subirse a la cuerda,
posar firme los pies,
aferrándolos como si fueran garfios.
Con la mirada altiva, sin temblores.
Con los brazos en cruz,
soñando el vuelo.

Yo no elegí.
Yo no quise
y me pintaron la mueca de la lágrima.

Y como si fuera poco,
bajar,
salir a la calle,
buscar el sol,
mientras se ríe en los labios
un payaso.

La gente mira
y aplaude.
No saben
que dentro de la carpa,
en la otra inmensidad
ha muerto el equilibrista.


Angeles Charlyne
Às 22:12 em 16 setembro 2008, Elma do Nascimento disse...
Que singeleza, meu caro! Gostaria de te ouvir tocar viola!
Aprendi a tocar violão, após anos experimentando, mas só aprendi como Carlinhos, irmão do Hélio Belmiro, grande guitarrista!
Às 21:07 em 14 setembro 2008, lobodomar disse...
Carlos, muito obrigado pelo convite. É prazer fazer parte desse grupo. Grande abraço, Poeta!
Às 0:50 em 11 setembro 2008, MELL GLITTER disse...
Oi amigo!

Atendendo ao seu pedido,cá estou!
Obrigada!

Bjos no coração
Às 16:24 em 6 setembro 2008, fatima queiroz disse...
olá carlos, obrigada pelo convite
o problema é meu tempo
um abraço
Às 15:05 em 6 setembro 2008, ajur sp vendedor e divulgador da arte naif do brasil disse...
AMIGO CARLOS OBRIGADO PELO CONVITE ESTOU DIVULGANDO SUAS OBRAS UM ABRAÇO SUCESSO SEMPRE AJUR SP
 
 

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